Ardor é a palavra que melhor define um dos males que atinge 10% a 20% da população: afta. Por isso, é possível apenas tratá-la, mas não prevenir.
Só se sabe que ela decorre de um desequilíbrio no organismo, que gera uma inflamação em que o sistema imunológico ataca as células da mucosa - a “pele” de dentro da boca. É nesse estágio que se forma uma úlcera de cor manteiga com a borda vermelha, ou simplesmente, a afta.
A lesão só aparece em mucosas da boca, do “lado de dentro” da bochecha e língua. Para tentar descobrir quais são os fatores inflamatórios envolvidos no problema, novas pesquisas estão sendo realizadas. Com isso, será possível usar remédios mais específicos e eficazes para a afta, além de entender melhor o mecanismo dela.
Embora uma parte da população enfrente o problema apenas alguns dias por ano, há aqueles indivíduos que sofrem com o ardor de maneira recorrente. É a chamada afta de repetição, tratada pelos médicos com antiinflamatórios e imunomoduladores (que regulam o sistema de defesa do organismo). Para os casos esporádicos, o tratamento é simples: aplica-se uma pomada a base de corticóide (tipo de antiinflamatório potente) no local da lesão.
Laser terapêutico
O Instituto Renaissance já dispõe de laser terapêutico para o tratamento de lesões aftosas. “O laser, de baixa densidade, acelera a cicatrização através do aumento da produção de energia intracelular e faz com que a afta cicatrize com maior rapidez. A formação do tecido novo ou cicatrização ocorre de forma mais organizada, o que dificulta o retorno da lesão ao mesmo local”, destaca o mestre em laser, Alexandre Moreira, do Instituto.