Nariz biônico no combate à halitose

A grande maioria da população mundial sofre de mau hálito matinal causado pela falta de alimentação durante o sono, e pela diminuição da saliva, que causa um aumento da flora bacteriana no interior da boca. Entretanto, esse problema é resolvido com a higiene bucal realizada apropriadamente e com a primeira refeição do dia. Se o odor desagradável persistir apesar de todas as tentativas de eliminação, o indivíduo possivelmente sofre de halitose. Para auxiliar no tratamento do problema, o Instituto Renaissance trouxe para Salvador o OralChroma, um aparelho criado no Japão que é utilizado para detectar e medir os gazes responsáveis pelo mau hálito. De acordo com Viviane Rabelo, periodontista do instituto, com este aparelho é possível identificar as causas e a intensidade da halitose.

Até pouco tempo atrás a halitose causava frustração em pacientes e profissionais de saúde devido, sobretudo, à escassez de recursos tecnológicos especializados para diagnóstico. “O diferencial do OralChroma para os outros dispositivos similares encontrados no mercado é que, no caso dele, é coletada uma amostra de ar da boca do paciente e injetada dentro do aparelho. O exame é finalizado em oito minutos, com o resultado em tempo real. Dessa forma somos capazes de identificar as bactérias responsáveis pelo odor, e sabemos exatamente qual tratamento utilizar ”, explica a especialista.


O que é halitose?

A halitose consiste numa condição anormal do hálito, que se altera de forma desagradável para o paciente e/ou para as pessoas com as quais se relaciona. “A halitose não é necessariamente uma doença, mas um sinal indicativo de desequilíbrio fisiopatológico, que precisa ser tratado”, informa Viviane.


A periodontista conta que após a confirmação do diagnóstico e da identificação das causas da halitose, o paciente é conduzido ao especialista que intervirá na origem do problema, seja este do foro da Estomatologia (especialidade da odontologia relacionada à boca) e Medicina Dentária, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia, Imuno-alergologia, Medicina Interna, Psicologia ou Nutrição. “A integração de diferentes especialidades médicas constitui um fator diferencial determinante para o sucesso do tratamento”, completa. 


Tratamento

É fundamental em primeiro lugar um diagnóstico preciso sobre a origem ou causa do mau hálito a fim de se eliminar todos os fatores relacionados ao odor. Isto porque a halitose poderá ser provocada por um número diferente de razões concomitantes.


A remissão se dá pela cura da doença que ocasiona a produção de gases voláteis responsáveis pelo odor desagradável. Viviane Rabelo lembra que, sendo a halitose um efeito, somente desaparecerá depois de eliminado o motivo. Contudo, em certas situações, a causa não pode ser removida prontamente, como, por exemplo, a halitose por neoplasia. Nestas situações, lança-se mão de outros meios de combate ao mau hálito crônico.


A especialista conta que é impossível realizar um tratamento com sucesso sem um bom diagnóstico. “Para que isto ocorra torna-se necessário ter tecnologia de ponta como o aparelho OralChroma, que identifica e classifica os diversos tipos de gazes causadores do mau hálito”, recomenda a periodontista.


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